Voltei hoje para minha cidade natal. Vim olhando o céu estrelado dos lugares em que não havia luz, vim confortável sem ninguém roncando do meu lado, vim pensando no que iria encontrar essas férias. E deixei todas as ilusões lá.
Mas tudo isso desapareceu quando recebi um abraço na rodoviária e sorrisos quando cheguei na casa mais bonita da rua Anápolis. Na casa onde o sol brilha bastante, ocultado pelas folhas das árvores e cuja luz serve de alimento para as flores bem cuidadas do canteiro.
O mais engraçado porém, é que apesar das saudades, foi com certo pesar que deixei a outra cidade para trás. Porque também para trás ficaram pessoas importantes, que tomarão seus rumos. Também para trás ficaram histórias, muitas histórias...
Só sei que não tenho a mínima de como será o próximo semestre, pois agora eu só quero aproveitar, sem apressar nada. Afinal...
"Não se apresse, não, que nada é pra já."
sábado, 28 de junho de 2008
sábado, 14 de junho de 2008
Quando a saudade chega....
.... and the inspiration comes.
E de repente, fez-se a saudade. Saudade ensaiada, mas verdadeira. Saudade desencadeada por uma música qualquer. Lembrou-se de seu passado, de quando brincava na rua com os vizinhos que nunca mais viu. [ nunca mais?! Nem tanto, a cidade não é tão grande assim...]. Lembrou, com saudade e uma grande dose de surrealismo, tudo o que tinha vivido até ali. Tinha tudo aquilo mesmo acontecido ou era um sonho? Sim, tudo havia acontecido, e as fotos estavam ali para comprovar os fragmentos de uma vida que outrora havia sido mais despreocupada, mais feliz. Ao olhar ao seu redor, perguntava-se pela milésima vez o que estava fazendo ali: a sala pequena, sem muitos móveis, no centro de uma cidade do interior do Estado de São Paulo, era silenciosa, sendo esse silêncio cortado apenas pela música na tevê e pelos ocasionais carros lá fora.
Fechava os olhos, lembrando-se de tudo o que havia sentido até ali. Foi transportado para a cidade natal, com suas ruas familiares, com suas escolas que haviam sido palco de tantas amizades,brigas, reconciliações, e amor, no singular, pois havia sido ali, na escola, onde ele havia sentido aquele sentimento pela primeira vez. Começava a esquecer-se dos toques, das palavras, dos raríssimos momentos de carinho, pois os anos cuidavam de tornar tudo mais distante e fragmentado. O tempo a tudo apagava, e ele perguntava-se como R. estaria hoje. Estaria trabalhando? Ainda gostava de estudar? Estudava o que gostava?Ainda morava no mesmo lugar? Amava? Estava feliz? E principalmente.... será que pensava nele, ainda que de vez em quando?
Sentia vontade de chorar, mas lutava contra aquilo. Sentia-se e sabia-se um covarde por nunca ter sido o que realmente era, sentia solidão e tristeza. Mas era só às vezes que pensava nisso, pois sua vida agora havia mudado. Agora pensava em Ciência Política, em economia, no cenário internacional, em viagens. Tinha sonhos como "Janaína", era como um "90's Jesus'' [ que Deus o perdoe!].
E sentia-se Macabéa. Como milhares de Macabéas por aí.
E de repente, fez-se a saudade. Saudade ensaiada, mas verdadeira. Saudade desencadeada por uma música qualquer. Lembrou-se de seu passado, de quando brincava na rua com os vizinhos que nunca mais viu. [ nunca mais?! Nem tanto, a cidade não é tão grande assim...]. Lembrou, com saudade e uma grande dose de surrealismo, tudo o que tinha vivido até ali. Tinha tudo aquilo mesmo acontecido ou era um sonho? Sim, tudo havia acontecido, e as fotos estavam ali para comprovar os fragmentos de uma vida que outrora havia sido mais despreocupada, mais feliz. Ao olhar ao seu redor, perguntava-se pela milésima vez o que estava fazendo ali: a sala pequena, sem muitos móveis, no centro de uma cidade do interior do Estado de São Paulo, era silenciosa, sendo esse silêncio cortado apenas pela música na tevê e pelos ocasionais carros lá fora.
Fechava os olhos, lembrando-se de tudo o que havia sentido até ali. Foi transportado para a cidade natal, com suas ruas familiares, com suas escolas que haviam sido palco de tantas amizades,brigas, reconciliações, e amor, no singular, pois havia sido ali, na escola, onde ele havia sentido aquele sentimento pela primeira vez. Começava a esquecer-se dos toques, das palavras, dos raríssimos momentos de carinho, pois os anos cuidavam de tornar tudo mais distante e fragmentado. O tempo a tudo apagava, e ele perguntava-se como R. estaria hoje. Estaria trabalhando? Ainda gostava de estudar? Estudava o que gostava?Ainda morava no mesmo lugar? Amava? Estava feliz? E principalmente.... será que pensava nele, ainda que de vez em quando?
Sentia vontade de chorar, mas lutava contra aquilo. Sentia-se e sabia-se um covarde por nunca ter sido o que realmente era, sentia solidão e tristeza. Mas era só às vezes que pensava nisso, pois sua vida agora havia mudado. Agora pensava em Ciência Política, em economia, no cenário internacional, em viagens. Tinha sonhos como "Janaína", era como um "90's Jesus'' [ que Deus o perdoe!].
E sentia-se Macabéa. Como milhares de Macabéas por aí.
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