Ele mantinha um sorriso amarelo no rosto enquanto sua mente dava voltas e seu coração vivenciava um sem-fim de emoções. Estava em um momento em que a sinceridade parecia tomar conta de seu ser, e quanto mais pensava, mais procurava agir da maneira mais sincera e verdadeira, mais procurava agir de acordo com os apelos de sua alma.
Estava confuso e não fazia questão de esconder isso ou de parecer bobo. Tinha um imenso amor em seu coração por todas aquelas pessoas que um dia já havia chamado de "amigos". Mas por mais que os outros já não admitissem, já não havia mais espaço na vida dessas pessoas para ele; era apenas um eco de um passado muito bom.
Havia tomado uma resolução: não adiantava mais enraivecer-se, arremessar palavras e acusações como pedras, não adiantava sumir de vez da vida de todos e sofrer em silêncio com isso. Tinha que deixar ao encargo do tempo tornar a vivência mais escassa, e de transformar a ausência numa lembrança boa.
Foi ver as feridas da cirurgia do pneumotórax do amigo, e pensou nas cicatrizes que elas iriam deixar. Mas agora, no silêncio de seu quarto, pensava naquelas cicatrizes que não podia ver, mas que vez ou outra se faziam sentir. Mas estava tranquilo.
"A única coisa a fazer é tocar um tango argentino."
Vai passar.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Sem assunto
Ele dizia a C. que era um ser ''sob rasura'', em constante contradição. Por mais que tentasse manter seu pensamento coeso, seus sentimentos o traíam. Procurava encontrar uma identidade, sua tribo, seus iguais, mas a cada tentativa sentia-se cada vez mais ímpar e só.
Estava cansado daquele fim de semestre, daquelas provas chatas em que sempre arranjava um jeito de 'dar um migué'. Não tinha o mínimo interesse por assuntos acadêmicos, para não falar da crescente repulsa por assuntos sociológicos e filosóficos, bem como filosofia barata e moralismo de butique.
Ele tinha vontade de fechar os olhos numa bela tarde de sol e se ver cercado pelas pessoas que gosta e que realmente gostam dele. Não tinha mais saco para ser sociável com as pessoas com quem mantinha contato por conveniência, e do mundo em que era obrigado a viver em Franca.
Sentiu saudade do sol banhando seu rosto por entre as folhas das árvores, das risadas de doer a barriga com as pessoas queridas, de falar da mudinha de jaboticabeira e do asfalto esburacado com o seu avô. De andar de bicicleta com sua prima e fofocar com ela até altas horas da madrugada.
Tinha lido num livro que se você vai em busca do amor, o amor vai ao seu encontro. E lhe salva.
Será?! O Amor parecia fácil nos livros, fácil pro vizinho, fácil pra amiga do fundamental que casou. Mas para ele... ah, para ele! O Amor parecia se esconder na Malásia.
Estava cansado daquele fim de semestre, daquelas provas chatas em que sempre arranjava um jeito de 'dar um migué'. Não tinha o mínimo interesse por assuntos acadêmicos, para não falar da crescente repulsa por assuntos sociológicos e filosóficos, bem como filosofia barata e moralismo de butique.
Ele tinha vontade de fechar os olhos numa bela tarde de sol e se ver cercado pelas pessoas que gosta e que realmente gostam dele. Não tinha mais saco para ser sociável com as pessoas com quem mantinha contato por conveniência, e do mundo em que era obrigado a viver em Franca.
Sentiu saudade do sol banhando seu rosto por entre as folhas das árvores, das risadas de doer a barriga com as pessoas queridas, de falar da mudinha de jaboticabeira e do asfalto esburacado com o seu avô. De andar de bicicleta com sua prima e fofocar com ela até altas horas da madrugada.
Tinha lido num livro que se você vai em busca do amor, o amor vai ao seu encontro. E lhe salva.
Será?! O Amor parecia fácil nos livros, fácil pro vizinho, fácil pra amiga do fundamental que casou. Mas para ele... ah, para ele! O Amor parecia se esconder na Malásia.
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