segunda-feira, 23 de julho de 2012

Dois dedos de prosa

JM: - "Não sei nem o que lhe dizer, pois você sabe tudo isso."

Y: - "Acho que nem tem o que dizer. Mas vai passar. Sobrevivi a todos os outros amores falsos, vou sobreviver a esse também."

Esse era eu: chamando de falso o sentimento mais genuíno que tive em muito tempo.



sexta-feira, 20 de julho de 2012

Certas Coisas...

‎"Mas desta vez não há romantismo: estou sozinha com meu cálice de champanhe, o primeiro. Comi uma barra de chocolate só pra fingir que nada me importa, mas tudo me importa como nunca me importou nesta noite em que estou sozinha, tentando ficar bêbada, prestes a ser gorda, infernizada por recordações do passado e impaciente para inventar um futuro."


Martha Medeiros

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Quanto tempo demora um mês?

Você chegou na minha vida de uma maneira bem comum, na verdade. Mais um no fluxo natural e, diga-se de passagem, rápido que a minha vida tomou nos últimos meses. Mas eu lembro certinho a primeira vez que lhe vi, naquela pequena sala da empresa, com cara de cansado. Aliás, estávamos todos cansados naquele dia.

Eu lembro que você estava tão comum quanto alguém poderia estar. E ainda assim mexeu com meus brios, quase me fazendo voltar à época adolescente. O melhor de tudo é saber que você é tão comum quanto eu. Não sei afirmar ainda se é inalcançável ou quais segredos você esconde: sei apenas afirmar que outro igual a você eu dificilmente vou encontrar, se o destino não for generoso comigo.

Aí você não sabe do que eu vou falar agora, mas eu pedi um sinal na minha vida. E aí você muda pra onde eu trabalho, ali do ladinho. Aí descubro tudo sobre você e ainda assim, nada. Só sei que cada vez que a gente se esbarra, você me dá um quase frio na barriga. E, acredite, isso é muito.

Minha ousadia tem sido crescente com você. Se eu não achasse que você valesse a pena, eu não iria tantas vezes na sua sala falar sobre coisas banais. Nem iria lhe chamar pra almoçar. E nem iria torcer pra sua mão esbarrar na minha ou abrir o email e ver que você me aceitou naquele rede social meio escrota.

Você, que ainda não tem sigla aqui, tem mexido comigo de uma maneira que foge das minhas idealizações convencionais, sempre tão frustrantes. Você tem um sabor ainda desconhecido e eu juro que se você me der a chance, eu vou provar.

Vou provar como quem tem provado cada dia desse mês de julho, desse mês de sonho. E eu não quero nem ver quando chegar a hora de acordar.

Atualização:

Hoje, 2 de Outubro, você pediu demissão. Foi um demorado mês de Julho. Goodbye stranger, it's been nice...

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Por enquanto

Por enquanto o trabalho serve. Por enquanto morar em São Paulo é válido. Por enquanto dá pra sobreviver de junkie food e se matar na academia pra não engordar (tanto).

Por enquanto dá pra empurrar com a barriga, fingir desapego, fingir que não se importa com as portas do guarda-roupa sempre irritantemente abertas no quarto. Por enquanto tá suportável se matar para entrar no trem lotado, tá contornável o fato de ter que lutar pra lavar roupa, por enquanto tá rotineiro acordar às 6h30 da manhã.

Por enquanto dá pra segurar o nó na garganta e o fato de se sentir idiota por ter sonhado, literalmente, com a química do "pele na pele" com um desconhecido que sequer existe. Por enquanto dá pra repensar aquela pós-graduação, fazer um esforço pra mudar a vida e ter esperança.

Mas olha, segredo nosso, eu largo tudo isso por você que apareceu no meu sonho. E pelos meus alargadores pretos também.