quinta-feira, 29 de novembro de 2012

The show must go on

De todas as ilusões, você foi a mais cruel. Você foi o mais próximo, o menos inocente, o de olhos mais claros, o mais íntimo.

De todos, você foi o pior. Você foi lobo em pele de cordeiro e eu fingia que era a She Wolf da música do David Guetta.

Você foi a promessa que eu disse a mim mesmo que poderia dar certo.

Mas chegou a hora de seguir em frente, sem meios termos. E como dizem que "o lobo perde o pelo mas não perde o viço", decidi continuar sem você.

Mas saiba, dói. Dói ver sua cabeça entre as mãos, dói não tomarmos a cerveja marota toda sexta-feira, dói ver você e suas planilhas chatas e simplesmente negar sua existência.

Tudo muito brusco, tudo muito necessário. E tudo enfadonhamente tão terrível que não sei se vou aguentar se as cortinas se fecharem quando o show terminar.

domingo, 18 de novembro de 2012

Duas tequilas e uma dose de coragem


Muitas cervejas, duas tequilas, 3 esfirras (sendo duas aquela que eu adoro, de queijo com bastermá) e essas lembranças que teimam em queimar na minha mente. Sem querer parecer piegas, acho que tivemos nosso momento mais alto naquela sexta-feira à noite.

Foi preciso coragem pra dizer o que eu sentia por você, olhando nos teus olhos claros e malandros; foi preciso coragem pra manter o autocontrole e o bom humor de "deixa de viadisse" quando você pegou minha mão e beijou na frente do restaurante lotado. Ou de quando, já na estação, você tocou no meu rosto e pegou seu trem, me deixando ainda mais atordoado.

E é preciso amor próprio pra seguir em frente. É como aquela música do Seu Jorge, sabe? Pra mim tá tranquilo, vou zuar. Apesar do clima ser de partida, vou dar seqüência (com trema), na minha vida.

Mas não vou ser hipócrita e nem vou mentir: poderei voltar quando você quiser.