Ultimamente tenho tido um sentimento de nada. É uma inquietação, uma vontade de dar um rumo pra minha vida, uma vontade tão forte que nem sei por onde posso começar.
Tentei colocar em ordem as minhas prioridades. Tento ver o que é mais vantajoso pra mim, o que será melhor pro meu futuro não só , mas principalmente profissional. Saí da empresa júnior, e pretendo assumir a direção do centro acadêmico. É estranho como em tão pouco tempo a gente amadurece e assume responsabilidades que um ano atrás a gente nem sonhava existir.
Tô tentando estudar mais, aprender de fato, e não apenas decorar. Sair um pouco daquele clima de escola, de estudar pra tirar nota, como muita gente ainda insiste em fazer.
Mas acho que não é isso o que mais me inquieta, o que mais me incomoda. Talvez o que me deixe assim seja aquele lado mais difícil de controlar, aquele lado que sempre testou meu auto-controle, o lado emocional. Talvez seja por isso que eu tente tanto controlar certos aspectos da minha vida: porque sei que em outros eu não tenho o menor controle, e esse sentimento de impotência me frustre tanto.
Quando se trata do emocional, parece que não há crescimento profissional ou maturidade intelectual que me faça sair da estaca zero. Senti o corpo de outrem sobre o meu, e por um instante achei que instintos fossem suficientes. Mas o coração apronta das suas e, como sempre, eu me enganei.
Ultimamente tenho me sentido sem muito rumo, ou muito chão. As poucas pessoas que poderiam me entender de fato estão longe, muito longe de Franca. Nessas horas a saudade aperta, e eu tento com todas as minhas forças lutar contra esse sentimento de solidão e inquietude que tão insistentemente tentam me fazer companhia.