
Sempre me interessou o outro lado da história, o lado de quem perdia. A história que nos é contada é sempre a história do vencedor, do vitorioso, do "correto". E essa história, embora importante, nunca me interessou muito. A versão não dita, o fato não sabido, os segredos, as traições, as lágrimas sempre exerceram sobre mim um fascínio sem igual.
Meu encanto pela História começou cedo, cedinho, lá por volta de 1930 e perdura até hoje.
Mais do que o aspecto político, econômico ou social, a mim me encanta as relações destroçadas, os amores calados, a opressão ideológica, a opressão religiosa, a brutalidade de uma era desgraçada, a desesperança e ainda assim, a sempre-presente força que forçava a todos a seguir em frente...
Encanta-me saber que, mesmo nascidos sob o signo de uma era tão tenebrosa, havia corajosos dispostos a pensar diferente, a ser diferente quando era mais fácil seguir a ideologia, a tendência das massas e o medo quando ser diferente, nessa época, podia significar a morte.
Esse post é dedicado por essas e tantas outras histórias que se perderam no tempo.
Assim como eu tenho certeza que a minha se perderá, um dia.