terça-feira, 19 de abril de 2011

Da efemeridade

Algo que tem me irritado muito - e mais do que isso - me deixado pensativo é a superficialidade das pessoas. Esse reflexão, embora momentaneamente motivada por certos conflitos nas minhas relações pessoais, há tempos tem me incomodado de maneira constante.
Ultimamente muitas pessoas parecem estar imersas em uma superficialidade imensa, como se lhes faltassem parâmetros aos quais pudessem se agarrar.
Uma das maiores dificuldades que as pessoas têm é a de fazer auto-críticas e saber ouvir uma crítica construtiva. Talvez o medo do que vão encontrar se cavarem bem fundo em si mesmas as paralisem de maneira petrificante e muitas prefiram, então, viver na superficialidade das coisas.

Aí vale aquela máxima que diz: "Conhece-te a ti mesmo". Eu diria um pouco mais, com toda a licença poética que não me foi concedida: Conhece-te a ti mesmo e assuma-te a ti mesmo.


Vai pelo caminho da esquerda, boy, que o da direita tem lobo mau e solidão.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O mundo é um moinho

Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó.

Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés