sexta-feira, 11 de março de 2011

Reencontros [2]

Chuva, chateação, tédio e frustrações. Assim havia sido o carnaval do menino que já não era mais menino. Enterrado voluntariamente no interior de Minas Gerais, o céu dessa vez não estava estrelado e nem se respirava o ar quente misturado com a poeira do chão de terra, mas sim chuva, julgamentos e traição.

Ele queria desesperadamente ir pra Cachoeira de Minas. Mesmo sem um céu salpicado de estrelas, ele queria um novo reencontro que não veio.
No entanto, sem esperar, sem fazer alarde, sem avisar o passado bateu novamente à sua porta. E dessa vez, como havia sido das outras vezes, trouxe consigo toda sorte de emoções, fantasias, pensamentos e esperanças, ainda que estas últimas fossem vãs.

Agora ele sonhava, literalmente. Sentia-se exausto por aquela emoção que o consumia e, ainda, com o mesmo frio na barriga dos anos 2000.