Recomeçava novamente em outro lugar. Lugar longe das pessoas queridas, lugar que nunca visitara antes, lugar com hábitos diferentes, sotaques diferentes, nacionalidades diferentes. E embora recomeçasse ( constante premissa da vida) seu coração, vez ou outra, surpreendia-se sentindo velhos sentimentos, de saudade. Evitava deliberadamente a saudade. Não olhava fotos, evitava perfil de rede social, falava o estritamente necessário e procurava viver no presente. Pois a saudade era como um rio em contenção em uma barragem: se deixasse que fizesse um furinho sequer na parede, em breve a barragem não aguentaria e desfazer-se-ia antes do tempo.
Era preciso ser Amor. Para recomeçar, para aceitar as mudanças, para buscar paciência, para buscar sabedoria nas coisas cotidianas. Ele tentava.
Ele era Amor.