Não levou.
Voltou para a capital em um frenesi de angústia, desejo de receber aquela mensagem carinhosa, de receber um dengo que não viria. O sexo fácil, farto, luxurioso em centímetros dos mais diversos formatos satisfazia e se esvazia tão logo os segundos de gozo terminavam. Já havia perdido a conta dos corpos que havia abraçado.
Voltou para a casa-que-não-era-lar e decidiu arrumar seu quarto na vã tentativa de botar ordem nos sentimentos que efervesciam dentro de si.
Fumou mais um cigarro, que o intoxicava, matava e seduzia a cada momento de solidão.
"Feliz Ano Velho", repetiu para si mesmo. A renovação, sabia, ainda tardaria a chegar.