sábado, 14 de junho de 2008

Quando a saudade chega....

.... and the inspiration comes.

E de repente, fez-se a saudade. Saudade ensaiada, mas verdadeira. Saudade desencadeada por uma música qualquer. Lembrou-se de seu passado, de quando brincava na rua com os vizinhos que nunca mais viu. [ nunca mais?! Nem tanto, a cidade não é tão grande assim...]. Lembrou, com saudade e uma grande dose de surrealismo, tudo o que tinha vivido até ali. Tinha tudo aquilo mesmo acontecido ou era um sonho? Sim, tudo havia acontecido, e as fotos estavam ali para comprovar os fragmentos de uma vida que outrora havia sido mais despreocupada, mais feliz. Ao olhar ao seu redor, perguntava-se pela milésima vez o que estava fazendo ali: a sala pequena, sem muitos móveis, no centro de uma cidade do interior do Estado de São Paulo, era silenciosa, sendo esse silêncio cortado apenas pela música na tevê e pelos ocasionais carros lá fora.

Fechava os olhos, lembrando-se de tudo o que havia sentido até ali. Foi transportado para a cidade natal, com suas ruas familiares, com suas escolas que haviam sido palco de tantas amizades,brigas, reconciliações, e amor, no singular, pois havia sido ali, na escola, onde ele havia sentido aquele sentimento pela primeira vez. Começava a esquecer-se dos toques, das palavras, dos raríssimos momentos de carinho, pois os anos cuidavam de tornar tudo mais distante e fragmentado. O tempo a tudo apagava, e ele perguntava-se como R. estaria hoje. Estaria trabalhando? Ainda gostava de estudar? Estudava o que gostava?Ainda morava no mesmo lugar? Amava? Estava feliz? E principalmente.... será que pensava nele, ainda que de vez em quando?

Sentia vontade de chorar, mas lutava contra aquilo. Sentia-se e sabia-se um covarde por nunca ter sido o que realmente era, sentia solidão e tristeza. Mas era só às vezes que pensava nisso, pois sua vida agora havia mudado. Agora pensava em Ciência Política, em economia, no cenário internacional, em viagens. Tinha sonhos como "Janaína", era como um "90's Jesus'' [ que Deus o perdoe!].

E sentia-se Macabéa. Como milhares de Macabéas por aí.

5 comentários:

Anônimo disse...

Ahhhh...PERFEITO!!XD
desconhecia esse seu lado escritor!!hehe
escreva mais, hein!^^
bjos

Anônimo disse...

Pois é... Talvez estejamos vivendo um dos primeiros momentos das nossas vidas em que nos damos conta, de fato, que o tempo também nos atinge e que a vida é mesmo um sopro de brisa. Por mais que essa consciência nos leve a valorizar tanto o tempo presente e sua unicidade, um pouco de saudosismo cai bem para nos lembrarmos de quem realmente somos. O novo blog vem num bom momento, uhn?

E por falar em saudade, que saudade de você!

;*

C. disse...

Maravilhoso o texto, a inspiração realmente "desceu". Fantástico, é uma pena que algo tão lindo seja fruto da dor.
"sabia-se um covarde por nunca ter sido o que realmente era"
Eu sou covarde.

Anônimo disse...

Oie Fe ^^
Primeiramente é estranho vc ter aberto outro blog, por mais que o outro parou de funcionar ^^'
MAs enfim, q texto! Sabe, acho q é normal sentir um turbilhão de sentimentos qndo se está longe de casa, dos amigos... Mas vc tem q pensar q isso é tempotário né? Apenas alguns anos... Nem de longe vc é covarde, é só vc reparar em tudo oq vc está passando.. Eu não teria essa coragem....
E em relação ao amor, é deixar fluir... pq qndo vc menos esperar, uma pessoa maravilhosa vai surgir e vc vai se ver apaixonado.. ^^
Feee, vou ficando por aqui! ^^ saudades absurdas de vc!
bjinhus! =**

Anônimo disse...

Nussssss que louco, ta te inspirando essa facul ehn ...sabe q c estiver triste msmo com tanta distancia vc tem a mim e pode pedir pra morgana mandar me xamar *hehe* ... T amo , mtas saudade Bjussss