quarta-feira, 1 de julho de 2009

Sem assunto

Ele dizia a C. que era um ser ''sob rasura'', em constante contradição. Por mais que tentasse manter seu pensamento coeso, seus sentimentos o traíam. Procurava encontrar uma identidade, sua tribo, seus iguais, mas a cada tentativa sentia-se cada vez mais ímpar e só.

Estava cansado daquele fim de semestre, daquelas provas chatas em que sempre arranjava um jeito de 'dar um migué'. Não tinha o mínimo interesse por assuntos acadêmicos, para não falar da crescente repulsa por assuntos sociológicos e filosóficos, bem como filosofia barata e moralismo de butique.

Ele tinha vontade de fechar os olhos numa bela tarde de sol e se ver cercado pelas pessoas que gosta e que realmente gostam dele. Não tinha mais saco para ser sociável com as pessoas com quem mantinha contato por conveniência, e do mundo em que era obrigado a viver em Franca.

Sentiu saudade do sol banhando seu rosto por entre as folhas das árvores, das risadas de doer a barriga com as pessoas queridas, de falar da mudinha de jaboticabeira e do asfalto esburacado com o seu avô. De andar de bicicleta com sua prima e fofocar com ela até altas horas da madrugada.

Tinha lido num livro que se você vai em busca do amor, o amor vai ao seu encontro. E lhe salva.

Será?! O Amor parecia fácil nos livros, fácil pro vizinho, fácil pra amiga do fundamental que casou. Mas para ele... ah, para ele! O Amor parecia se esconder na Malásia.

Um comentário:

Fabi disse...

Então corra até a Malásia! ;D



Saudades!
Logo as férias chegam, vc vai se divertir! Não esqueça de contar as novidades para aquela que ainda ( sim! ainda =P ) espera a carta.
Em relação a Franca, logo vc se forma e vai estar livre para ir onde quiser, Fe. É questão de tempo.
Bjinhus!