Ultimamente tenho sentido saudades de tudo. Mas não é uma saudade mórbida, daquelas que lhe faz amaldiçoar o tempo presente e choramingar as mágoas por querer voltar nos tempos d'outrora. É uma saudade que me vem de repente, e tão de repente, some, me devolvendo à realidade de provas, terminais de ônibus e dias bem quentes em Franca.
Mas quando me dá esses 5 segundos, me transporto para ruas dos anos 90, tão amigas, acolhedoras, familiares. Relembro os episódios que passei em São José, nas brincadeiras, simples idas ao Edwaldo, ao Joseense. Relembro todos os amores e dissabores, de cada passo que dei para chegar onde cheguei. E aí bate a certeza de que tudo valeu a pena, ainda que tenha tropeçado diversas vezes nesse caminho. E ao mesmo tempo que procuro viver o presente e pensar no futuro, eu fecho os olhos de saudade...
Talvez a infância tenha esse mágico poder conservar a doçura e a intensidade em nossa alma.
Um comentário:
Num reino não mui distante, outro personagem recordara de seu tempo passado. Sua saudade era outra. Do calor de sua família, das mãos que tanto o afagaram e agora restingiam-se a palavras no telefone.
Entretanto, sabia que jamais estaria só. Aquelas vozes preenchiam seu peito e naquele novo lugar, havia outras mãos que o estendiam e o acordavam para o mundo que ele não pode deixar de viver.
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