Você definitivamente descompassou minha vida. Não como um terremoto, que destrói tudo de uma vez e depois permite que a vida siga em frente e tudo seja construído de novo. Não, sua lembrança é como uma maré e eu estou preso à orla, sem nunca conseguir respirar de verdade e nem ser afogado de uma vez. Sua lembrança não mata e não deixa viver. É como a trilha sonora daquele filme mexicano, sua lembrança é miel con veneno, só que mais veneno do que mel. O mel ficou na década passada, na infância, no prédio colorido e na rua Cecília Simão. Ou na rua Yoshikatsu Lida, tanto faz.
É complicado. Talvez se eu fosse Yollanda no físico, você poderia gostar de mim. Poderíamos ter tido um caso, vivenciar um amor tórrido ou ter ficado apenas uma vez, nuns beijos sem graça, sem sal, sem pimenta nem chocolate. Aí eu já teria lhe esquecido e você sequer se lembraria de mim.
O problema é que eu sou Yollanda na alma. Se eu fosse outra pessoa, por mais óbvio que possa parecer, eu não seria eu e não gostaria de você. Certamente me deixaria envolver por outro amor qualquer e me jogaria no mundo de incertezas Brasil afora.
O problema é que sou Yollanda na alma. E mesmo tendo viajado outros países, mesmo tendo seguido meus sonhos, mesmo conseguido chegar até onde cheguei, não consegui aquilo que meu coração mais ansiava: você.
O problema é que sou Yollanda na alma. E a nuvem de lágrimas, vira e mexe, chega silenciosa, embaçando minha visão e trazendo o tão familiar, quase amigo, nó na garganta.
Um comentário:
Fe, querido.
Independente de quem você seja, é hora de seguir em frente.
E pode ter certeza, que sua pessoinha certa tá por ae. E só vai te arrancar lágrimas de alegria.
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