domingo, 5 de janeiro de 2014

A memória que fica.

Tenho estado feliz a maior parte dos dias, graças a Deus. Com muitos altos e baixos, mas feliz nas pequenas coisas, nas cervejas com os amigos, nas alegrias efêmeras do cotidiano.

A vida vai bem, obrigado. O trabalho nem tanto, mas embora importante, dá sempre pra arranjar outro. Os cigarrinhos não-caretas tão em estoque, mas arrisco-me a dizer que estão, pouco a pouco, perdendo a graça.

Mas, entre um cigarrinho e outro, me vem a imagem de você, RPF. Esse final de ano foi difícil não graças às compras em shoppings lotados, rodoviárias com gente famosa no mesmo ônibus que eu, ou nem ainda ao fato de ter que trabalhar dia 24 de dezembro.

O que me doeu esse ano foi a sua ausência na minha vida, que senti como se de súbito tivesse mergulhado numa piscina gelada e me trouxesse memórias tão vívidas de você que, por alguns segundos, nem respirei direito.

Confesso que me torturei: lembrei das nossas conversas no trem, da sua coxa estratégica e maliciosamente encostando na minha e imaginei como seria legal ainda ser seu amigo. Ainda estar junto, dar risada e até brigar. A gente gostava de brigar, sejamos sinceros.

Mas 2014 chegou e você faz parte de um passado cada vez mais distante e não menos intenso. Espero que você seja feliz e que tenha mudado. Que tenha dado valor às coisas preciosas que você tem na sua vida.

Mas eu desejo ainda mais ser feliz. De reencontrar o frio na barriga, de viver o sentimento que você um dia despertou em mim. Mas dessa vez com alguém que o queira fazer não por vaidade ou necessidade de atenção, mas por me desejar de fato. E quando isso acontecer, RPF, só espero que você seja uma página virada e não mais que uma boa recordação, recordação esta que já não me fará suspirar pelos cantos em finais de ano.

Nenhum comentário: