quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

like tomorrow doesn't exist

E abri meu coração. Expus meus receios e meus limites de uma maneira sincera, direta, doída de tanto sentimento. Minha dor de como me sinto diminuído pelo fato de existir como amante apenas das portas pra dentro, ainda cometendo o mais hediondo dos crimes por querer ser seu.

Coloquei as cartas na mesa, fui honesto e tive razão, como diria Seu Jorge. Mas, também já diz o ditado, que o silêncio é o mais eloqüente dos discursos. E foi o que obtive na nossa era-pra-ser conversa, mas que virou um monólogo sobre essa coisa que nos permeia, mata de alegria e no fim acaba sufocando. Você já deu seu recado.

De bar em bar, de copo em copo vou viver o hoje. Mas o amanhã vem. E vem o depois de amanhã. E você não entende meu silêncio, o abismo entre o meu corpo e o seu, meus lábios que vão em direção contrária aos seus, ainda que procurados veementemente, cheios de sede.

Uma vez escrevi que viver talvez fosse como andar na corda bamba: você aproveita o que é bom até não conseguir resistir mais e pula fora enquanto ainda dá tempo. Talvez gostar de alguém seja a mesma coisa, mas o problema é que essa corda tá muito bamba já nos primeiros passos e a queda não é mais indolor.

Mais uma vez, não fui o turning point de algo novo, ainda não inventado e capaz de arrebatar corações.

Não foi dessa vez, Yollanda.

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